A Espada do Dragão

Nerdcore para as massas

Retorno da morte, Vampiras, Inferno e o Zorro!

Os mais atentos entre os meus fiéis leitores puderam notar que eu fiquei vários dias sem postar. Os menos atentos puderam notar milhões de outras coisas mais interessantes.
Aconteceu que novamente minha saúde me levou a tirar um período de descanso e recuperação num quarto de hospital, tomando um sorinho básico, acompanhado de antibióticos e a mais deliciosa comida de hospital.
Já que fui obrigado a esse período de meditação, vou postar por aqui sobre dois dos piores jogos que podem existir, e que, movido pela minha paixão mórbida por jogos ruins, eu dissequei, gastando um dia inteiro em cada:

Vampire Bloodline:

Vampira não faz mira.

Quem inventou os jogos em JAVA para celular deveria ter em mente que um gráfico de nes não garante uma diversão ou jogabilidade de nes. Tenho esse game no meu celular a anos, sempre começando e indo um pouco mais longe em filas e outras situações de espera. Como o game não tem save, eu sempre começava de novo. Dessa vez eu resolvi que iria termina-lo. Péssima decisão.

Ao longo de 15 (pensei que eram 5!) fases que devem ser repetidas a exaustão, pois os controles falhos comuns a maioria (não todos) dos jogos JAVA para celular não o permitem terminar as fases. Se esse jogo fosse no nintendinho, certamente seria terminado em quinze minutos.
Você é Eva, suposta filha de Conde Dracula que tem que juntar os ossos do seu pai e traze-lo de volta a vida, na mais emocionante cena final de meio segundo ja vista no mundo dos celulares.
Com poderes inúteis você enfrentará todos os três tipos de inimigos, e a cada três fases encontrará a loira filha do caçador de vampiros (criativo!) que você matará por cinco vezes até o final do jogo, sempre com diálogos inspirados.
Por que então eu gastei horas com esse jogo? Como diria o escorpião: “Não sei, mas é da minha natureza”. Mas tenho uma dica: na primeira tela do jogo, existe uma bela ilustração de Eva com um vislumbre de sua bundinha vampiríca. Essa tela ficou marcada em minha mente, que talvez fez alguma relação com aqueles horriveis joguinhos hentai, que apesar de ruins, são hentai, e em algum momento vão te recompensar com uma ninfeta virtual fazendo coisas feias (ou bonitas). Hentai RLZ.

Ah! E não tem a ver com o RPG de PC…

Requiem of Hell:

Requiem do Inferno!

Não se iludam! No começo, esse jogo vai te lembrar Diablo, e você vai chegar a achar que ele é bom. Mas no final… no final eu não sei, pois acho que isso não existe.
Imagine um Diablo genérico, como muitos que ja apareceram.Agora ponha 5 mapas com trezenas de inimigos repetitivos e ininterruptos. Agora um personagem que não evolui muito, e mesmo que evolua isso não faz diferença. Acrescente uma historia rasa onde um demônio malvado quer dominar o mundo. Junte tudo a uma serie de quests sem nexo que tem que ser advinhadas, e deixe tudo ferver no calor do seu ódio. Está pronto Requiem of Hell.
Joguei esse game por várias horas seguidas. Não entendi o que era pra se fazer. Se um personagem diz: vá ao lugar X, encontre o personagem Y e lhe entregue o item Z, pode crer que ou X, ou Y ou Z não existem, ou estão randomicamente espalhados pelo mapa.
tem um ponto positivo? Tem. O design dos poucos inimigos demoníacos é interessante. Mas deve ser melhor nas artworks, pois a imagem é muito pequena.

NOVELAS

Mudando um pouco de assunto, a novela dos mutantes que vivem em um mundo que não os compreende , Caminhos do Coração, ainda não começou, mas em compensação a novela do ZORRO já estrou na Rede Record. No fundo é somente mais uma novela mexicana, mas no raso esse começo até que lembra o que podiamos esperar de um Zorro: enquanto Diego ele é playboy e irresponsavel ( não é pra menos que Bruce Wayne se inspirou em Zorro pra criar o Batman ), e enquanto Zorro ele é destemido e galante. Nas suas duas personas (assim como Batman) ele luta contra a corrupção e a injustiça. Acrescente alguns toques místicos típicos de novelas mexicanas, como visões e ciganas, e voilá: novela do Zorro.
Se mantiver um mínimo de ação por episódio e não descambar para o melodrama puro, é até mais assistível que as atuais globais.

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maio 29, 2007 Posted by | Multi-Mídias, Reviews, RPG, Videogame | 4 Comentários

É um pássaro? É uma galinha gigante? Não, é o Chocobo!

 

Todo bom conhecedor de videogame, ainda mais se gostar de RPG, já ouviu falar da Squaresoft e de sua série mais famosa, Final Fantasy. E é difícil falar de Final Fantasy sem lembrar de uma de suas figuras mais emblemáticas. Não estou falando aqui da enigmática Terra, do maligno Sephirot nem do andrógino Vaan, mas sim de um simpático galináceo que passou de figurante a coadjuvante, e não tardou a se consagrar, com todo mérito, como protagonista; nosso emplumado amigo Chocobo.

Mas hein?

Essa avezinha amarela teve a sua estréia no mundo dos games em Final Fantasy II, lançado em 1998. Caso você ainda não tenha percebido, cavalos e similares geralmente são inimigos ou invocações nas historias da série. Se você precisa de montaria nesses jogos, sua escolha é um chocobo, e foi assim que ele estreou na série: ao entrar em florestas especiais, você conseguia a penosa montaria, que permitia ao grupo evitar batalhas e se locomover mais rápido, continuando assim na terceira versão do game.

No quarto jogo os chocobos foram melhor desenvolvidos e expandiram seus papeis, onde variavam de cores e habilidades: o branco, assim como um save point, restaura seu HP e MP, o roxo permite que você passe por terrenos difíceis e o chocobo gordo permite que você guarde seus itens para reaver depois, tal qual um baú. Tudo isso será revisto nas aparições futuras do pássaro.

No quinto jogo temos Boco, o primeiro chocobo com nome e participação na historia, ainda que esta participação tenha sido pequena, foi um grande passo para a bicuda classe… No sexto episódio da série vemos o primeiro uso de chocobos como montaria militar , guardando o castelo do deserto. As aves seriam novamente usados assim em Final Fantasy Tatics, X, XI e XII.

 

Amarelo como um abacate...

O sétimo capitulo, além de representar uma nova fase para a saga Final Fantasy em geral, teve o mesmo efeito em cima das galinhas gigantes: um novo e complexo sistema de captura, criação e corrida tornava os chocobos uma parte importante do jogo: era impossível terminar com todas as invocações se você não fosse um exímio criador de chocobos; melhor ainda, o próprio chocobo era uma invocação, acompanhando pelo não tão famoso hoje em dia mogle. O sistema agradou tanto que foi lançado até como jogo separado. A partir daí, começou a revoada dos chocobos:

No mesmo ano é lançado o primeiro jogo solo do personagem: Chocobo Fushigi no Dungeon, ou Chocobos Dungeon, como chegou depois no ocidente. Nesse jogo, com visual cartunesco, foram apresentados personagens que acompanhariam Pure (o nome oriental do chocobo protagonista) em suas futuras empreitadas: A White Mage, o Black Mage, o chocobo gordo e inúmeras versões bonitinhas dos inimigos, invocações e personagens da série Final Fantasy, espalhados por dungeons aleatórias que tornavam a longevidade do título muito maior.

Mas ele não parou por aí: Um jogo de tabuleiro estilo Banco Imobiliário (Chocobo Land, a Game of Dice) foi lançado para GBA, um jogo de simulação, Hataraku Chocobo, saiu para Wonderswan, onde o bichinho trabalhava em empregos variados , Chocobo Stallion expandia o game de criar chocobos visto em Final Fantasy VII, Chocobos Dungeon ganhou uma continuação e, claro, Chocobo Racing, game de corrida que também chegou atropelando, pois quem não caiu na bobagem de achar que se tratava apenas de mais um clone de Mario Kart descobriu um game divertido, difícil e repleto de referencias que valiam as várias horas gastas na pista do Bahamut.

Imponente, para uma galinha...

Felizmente a fama não subiu a penugem de nosso amiguinho emplumado, pois ele continuava roubando a cena nas séries oficiais: apareceu pela primeira vez com um embasbacante visual realista na abertura de Final Fantasy Tatics, onde aprendeu várias magias e se mostrou um adversário a altura dos mais valorosos guerreiros. Esse visual foi mantido da oitava até a décima segunda saga da franquia. Aliás, em Final Fantasy VIII chocobo ganhou mais um joguinho próprio, no subaproveitado Pocketstation, espécie de VMU do Playstation, você podia levar o chocobo pra qualquer canto jogando Chocobo World, um simpático jogo de exploração que lhe garantiria itens, dinheiro e até uma invocação nova no game principal.

Mas eis que Chocobo, achando que a sua presença emplumada não era suficiente na serie Final Fantasy e em seus próprios jogos, resolveu meter o bico em dezenas de outros títulos: é possível lutar com ele em suas versões normal ou negra em Tobal Nº2, escolhe-lo como ajudante em Legend of Mana, vê-lo puxar carroças em Seiken Densetsu ou numa placa de museu em Parasite Eve, disputar uma partida de basquete com ele em Mario Hoops 3×3, usa-lo como peça em Itadaki Street Portable, além das participações menores nos demais spin-offs de Final Fantasy ou outras não lembradas aqui…

Unlimited

É bom lembrar também de suas incursões no mundo das animações: apesar de ter sido esquecido nos filmes Final Fantasy: The Spirit Within e Final Fantasy: Advent Children (apesar de que alguns dizem que um grupo das aves pode ser visto nos créditos finais deste último), o bichinho marcou sua presença na animação Final Fantasy Unlimited e também apareceu totalmente irreconhecível, na primeira animação baseada na série, Final Fantasy Legend of Crystais. Animação essa de qualidade bem duvidosa, diga-se de passagem…

Chocobo Tales

E eu não poderia finalizar essa breve cronologia sem citar o mais recente, e talvez maior sucesso do nosso herói de penas: Chocobo Tales, para o Nintendo DS. A Square fez ali o melhor uso do personagem até agora, trazendo um jogo colorido e atraente, com visual de livro infantil e com idéias simples, mas magistralmente bem executadas. Soma-se a isso um esquema de batalhas com cartas de mecânica simplificada, porém profunda, que poderia facilmente ser trazido ao mercado dos card games tradicionais sem fazer feio, e que além de trazer a versão bonitinha dos personagens de Final Fantasy estampada em suas cartas ainda pode ser disputado com desafiantes de todo o mundo via Nintendo WiFi. E por falar em Nintendo, a mesma já anunciou que a série Chocobos Dungeon ganhara uma continuação no Wii, para a alegria dos fans do frangão.

Com quase dez anos, nosso amiguinho emplumado continua esbanjando simpatia e bom humor por toda a série Final Fantasy, quebrando a tensão dramática quando necessário e ainda arrumando tempo para alçar os seus próprios vôos, seja em títulos alheios, seja nos seus próprios jogos. Se você é do tipo que aceita conselhos, e se não tem preconceitos contra jogos que não espirram sangue e que não tem nenhuma intenção além de divertir, meta o bico no mundo de Chocobo. Você vai ver que vale as penas!

Powered by Google : Final Fantasy Sephirot

maio 11, 2007 Posted by | AnimaMundo, Filmes, Matérias, Nerdcore, RPG, Videogame | 9 Comentários

Madness??? I’m Lovin’ It!

Leônidas ama muito tudo isso.

” Salta 300 Mc Lanche Feliz pra galera. E nada de Hello Kitty, queremos é Transformers… ou você verá a furia de Esparta!

Powered by Google : 300 Frank Miller 

maio 7, 2007 Posted by | Bem Humor, Cinemateca Nerd, Filmes, Imagens | 5 Comentários

REQUIEM: Meu nome é Enéas!

Morreu neste domingo, vítima de leucemia, 6 de Maio de 2007, o deputado e ex-presidenciavel Enéas Carneiro. Enéas entrou para o folclore político brasileiro pelo seu discurso acelerado no horário eleitoral gratuito, aceleração essa devida ao irrisório tempo de 15 segundos que a sua pequena legenda , o PRONA, Partido da Renovação da Ordem NAcional, dispunha pra falar. Seu discurso culminava no sonoro “Meu nome é Enéas!”, frase que foi motivo de muita paródia e que fez Enéas ser conhecido por muitos.

Suas idéias , vistas como radicais, sofriam antecipadamente de julgamento crítico exagerado, e, filtradas pelo estigma de louco ou extremo, chegavam ao ouvido da população alteradas e taxadas. Muitos acreditam veementemente, até hoje, que Enéas estava disposto a criar uma bomba atômica e usa-lá, quando ele tão somente defendia a possibilidade de que o país detivesse a tecnologia para fabrica-la, por questão de soberania.

Aconselho, um pouco tarde demais, que vocês vejam a entrevista acima, dividida em cinco partes (o link para as outras partes esta no canto do próprio vídeo do youtube) que mostrava a inteligência de um dos poucos exemplares de político decente do país. Quem teve a chance de ver as suas entrevistas no Jô Soares ou no Pânico lembra que ele era levado lá para ser exibido como folclore ou humor, e mesmo assim mantinha o tato e o respeito e conseguia sair das situações com respeito, bom humor e inteligência.

É uma pena que, ele vai entrar para o folclore político brasileiro mais por ser honesto do que pelo seu jeitão esquisito e pelo bordão eterno: “MEU NOME É ENÉAS!”.

maio 7, 2007 Posted by | Espada News!, Política | 2 Comentários