A Espada do Dragão

Nerdcore para as massas

Review: Castlevania: Portrait of Ruin

Derrotando Drácula em Dose Dupla!

(texto e imagens originalmente postados no FinalBoss. Mas como o sistema de comentários lá zoou com o post, eu republico aqui no Espada.)

Atenção! Esse review possui certa incidência de SPOLIERS, revelações sobre a trama que podem diminuir a sua diversão caso ainda não o tenho terminado. Tenha isso em mente antes de prosseguir!

Desde 1986 um clã de valorosos combatentes do mal tem que se mobilizar a cada cem anos para expurgar o maligno Conde Drácula e seu castelo infestado de criaturas demoníacas de volta pro inferno. E após o jogo Simphony of the Night, no Playstation, restou para os portáteis da Nintendo a tarefa, muito bem executada, de reerguer o magnífico lugar assombrado e apresentar ao jogador os novos heróis que novamente o derrubarão… E, no segundo game da série pro DS, a diversão vem em dobro!

Castlevania: Portrait of Ruin, é o primeiro da série a apresentar dois personagens simultaneamente jogáveis. E é também o primeiro a ter oficialmente uma mulher lutando contra Drácula como protagonista, visto que, infelizmente, a segunda aventura do Game Boy foi retirada da cronologia oficial da série, aventura esta onde se jogava com a primeira representante feminina do clã Belmont, Sonia, que mais tarde teria retornado no não lançado Castlevania de Dreamcast. Curiosidades à parte, dessa vez você terá o prazer de jogar com a estudante de magia Charlote, descendente de Sypha Belnaldes, personagem jogável (porém secundária) de Castlevania: Dracula’s Curse, e com o caçador de vampiros Jonathan, usando os dois ao mesmo tempo ou um de cada vez, e trabalhando em equipe para vencer os desafios de Castlevania.

 

Ataque em dupla!

Quando eu digo vencer os desafios de Castlevania, me refiro ao ser que se tornou, pelo menos após a emblemática versão de Playstation, a estrela da série: Castlevania, o castelo de Conde Drácula (ou você não sabia disso?), que renasce a cada cem anos ou menos, em casos especiais, e que em cada encarnação é modificado e remodelado pelo mal, e novamente infestado por toda a sorte de aberrações e criaturas infernais, todas atraídas pela maldade de seu senhor, e também pela própria maldade impregnada em suas paredes.

Em todas as versões posteriores a SotN, o castelo traz alguma particularidade, que quase sempre ira aumentar a vida útil do jogo e, respeitados os pré-requisitos corretos, liberar um final mais satisfatório para o mesmo. Já passamos por castelos invertidos, dimensões paralelas, entre outros subterfúgios que tornavam Castlevania ainda maior do que parecia. Nesse jogo a coisa funciona um pouco diferente, sendo que a ampliação da área jogável do castelo se da através de quadros espalhados pelo mesmo: cada pintura funciona como uma dimensão paralela, com novos itens, inimigos, e até o seu próprio mapa e porcentagem. O que não impede o castelo principal de também ter os seus segredos…

No controle do time de heróis, você vai descobrir que a aparição súbita do castelo, a princípio, não é obra do famigerado vilão oficial da série, Drácula. Desta vez é o careca Brauner e suas duas filhas, Stella e Loretta, que vão aterrorizar a vida dos heróis. É Brauner o responsável pelas pinturas mágicas espalhadas pelo castelo, elas são como são por causa dos seus poderes, e ele as usa para tomar para si o controle de Castlevania… Mas não por muito tempo, pois a Morte, fiel braço-direito de Drácula (ligação essa explicada em Castlevania: Lament of Innocence, lembra?) também está espreitando nossos heróis enquanto eles buscam por respostas.

E, falando em nossos heróis, como se joga com os dois? Nada mais simples: aproveitando o que cada um tem de melhor, e trabalhando em equipe! Jonathan é a força bruta do time utilizando as melhores armas e armaduras, aprendendo as habilidades dos inimigos e poderosos ataques físicos, além de ser o único a poder empunhar o lendário Vampire Killer e matar Drácula… Por quê? A história explica! No outro extremo, temos o cérebro (e coxas!) da equipe, Charlotte, que ataca com livros mágicos e pode ser equipada com todo o tipo de vestidos, sapatos e penduricalhos femininos… Ela pode aprender as melhores magias dos inimigos, sejam elas de ataque ou de suporte, e é peça imprescindível na derrota do mal. Na maior parte do tempo você usará Jonathan pra bater e Charlotte como suporte. Enquanto os dois estão na tela, o personagem controlado pelo jogador perde HP quando atingido, ao passo que o outro perde MP, o que leva a pensar estrategicamente quando vale a pena ter os dois em ação, visto que, apesar do poder de fogo melhorar, o risco é maior. Grande parte dos puzzles do game também se baseia no trabalho em equipe dos protagonistas, seja empurrando juntos uma pedra, acionando um equipamento em unisosso ou com Charlotte usando uma magia especifica em Jonathan. Temos também os Team-Up Attacks, poderosas magias que consomem uma grande quantidade de MP e causam um tremendo estrago, sendo a última e mais divertida delas, “The Great Five”, uma divertida homenagem aos que já empunharam o Vampire Killer.

 

Dupla dinamica

E por falar em homenagem, parece que esse é o intuito desse jogo, o que pode chegar a incomodar os que anseiam por mais novidades. Poucos são os inimigos originais aqui, mas em compensação você se reencontrará com praticamente todo o bestiário dos games passados, em especial do SotN, Rondo of Blood e das aventuras de Soma Cruz pro GBA e DS. Até o último personagem secreto desbloqueado, the Old Axe Armor, é o mesmo de Castlevania: Rondo of Blood. A história também amarra pontos dos mais variados espalhados pela série, englobando desde os supracitados RoB , LoI e SotN até o injustiçado Castlevania: Bloodlines .Um prato cheio pra quem aprecia a história.

Os gráficos estão muito bonitos, com belos cenários que se diferenciam bastante do castelo principal no caso de entrar em alguma pintura, cada qual mantendo a sua ambientação, com uma solução visual de arte clara e precisa. Infelizmente a ilustração não retornou para Ayami Kojima, mantendo o estilo anime do jogo anterior, Curse of Darkness, em detrimento da bela arte puxada para o gótico que predominou por algum tempo após SotN. Fica uma ressalva para a reutilização massiva de sprites dos jogos passados. Muito poucas foram as mudanças, somente um ou dois inimigos novos e alguns em 3D.

O som da um show, como é costume na série, com ótimos efeitos sonoros e com uma composição musical que, apesar de estar longe de ser a mais competente da saga, não faz feio, encaixando bem com os ambientes. Os personagens têm algumas falas, nada de extraordinário. Fica aqui a dica para esse ou qualquer outro jogo de DS: um bom fone de ouvido aumentará e muito o seu prazer e experiência de jogo.

Vários extras estão aqui para aumentar a longevidade do jogo: Você poderá optar por jogar com Ritcher Belmont e a ainda criança Maria Renard, onde você terá menos recursos (nada de novas habilidades nem equipamentos) , porém terá a força bruta do velho herói. Ou ainda escolher jogar com as agora livres da maldição Stella e Loretta, em uma jogabilidade que faz um dos usos mais criativos da Stylus até hoje… Aviso que as duas são a apelação em pessoa e tem acesso garantido a todo o mapa, o que torna o jogo das duas uma espécie de Easy Mode. Ainda teremos o Boss Rush Mode, onde você enfrentará todos os chefes do jogo no menor tempo possível, e as Quests, uma inteligentíssima adição onde o personagem Wind ira lhe propor desafios em troca de itens/upgrades, sendo que , enquanto uns são facílimos, outros são de dar nó no chicote! E se você for muito paciente, poderá também habilitar a personagem Old Axe Armor, e terá uma jogabilidade ainda mais diferenciada, e sem parceiro pra ajudar.

Já que falei em parceiro, termino com uma das únicas ressalvas que faço ao game: a falta de um modo on line ou via wifi que permitisse que dois jogadores desfrutassem ao mesmo tempo do jogo, cada um com um personagem, quem sabe até com a possibilidade de cada um estar em um lugar diferente do mapa ao mesmo tempo, seria uma coisa fantástica! Infelizmente a rede da Nintendo foi desperdiçada num não tão útil modo de Shop, onde você pode por a venda itens que tenha de sobra. Ajuda a conseguir mais fácil completar o seu inventário, mas é desnecessário…

 

Castlevania rula as teta!

Castlevania: Portrait of Ruin é obrigatório para qualquer fã da série, bem para quem quer começar a se aprofundar em sua rica mitologia, visto o turbilhão de referências embutidas aqui. Mas se você simplesmente gosta de um bom jogo de plataforma lateral, este não vai te decepcionar. A satisfação de terminar “The Neck of Evil”, o espanto com o maravilhoso desenho e ambientação de “Nation of Fools” ou a surpresa do improvável ataque em dupla entre dois vilões clássicos já tornam esse Castlevania um dos mais bem resolvidas da série, mesmo que não seja elevado ao patamar de um Simphony of Night ou Dracula’s Curse.

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junho 29, 2007 - Posted by | Matérias, Nerdcore, Reviews, Videogame

2 Comentários »

  1. Castlevania = 2D FOREVER! 🙂 ótimo review!!!! pra finalizar PRECISO DE UM DS!

    Comentário por lgjOni | junho 29, 2007 | Responder

  2. castlevania e d+

    Comentário por carlos alexandre | julho 29, 2007 | Responder


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